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"NEVOEIRO"
O vento  sopra ameno
Paira na minha janela
Pedindo leve sereno
E o cantar da gazela

Que essa bruma sem razão 
Tende  a vir me consumir
Doa a ínfima solidão 
Carregou meu colorir

Como a névoa à espreita 
Um Mozart sem partitura
Faço linhas mais perfeitas
Sobre um céu sem pintura

Vivo, grito e pinto o Sol
Com aquarela incolor
Tal qual vejo pôr do sol
Que renasce minha dor

Sigo alheio a ser tudo
Ser apenas um estranho 
Com mania de estudo
Um artista sem tamanho...

Faço assim minha vida
Sem honras e nem glórias
Uma coisa ninguém duvida
Sou curva sem trajetória!



 

Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr