Textos

Bem mais que isso...

Tenho minha estranheza
Mas também tenho coração
Desculpe minha franqueza
Dessa aorta trago emoção

Percorre minhas veias
Transbordam meu sangue
Desmedidas e bem alheias
Nem um pouco em langues

E nesse tristonho ser
Bate um eterno sofrer
Mas eterno sua feição
Pela vida e sua comoção

E não desvire, tentando
Achando, o que não sou...
Sou menino, em pranto
Nem sou o que pensou.

Tenho um leve sonho
De ser uma canção
E nela eu me componho
Em acorde e composição.

Nem me estranho a ser
Um poeta taciturno
Pois vivo desse sofrer
E lhe acho oportuno.

Vai e me diz, que me entende
Compreende minha essência
Tudo isso só depende
Se captar minha cadência...





 
Eduardo de Melo
Enviado por Eduardo de Melo em 11/10/2018
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