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Poesia que não cabe...

A poesia que não cabe...
É maremoto sem razão
Ela pede que não cale
A labareda ígnea, a vastidão...

Quem a carrega, podes tudo
Só não pode ser escritor
Nem tampouco é maluco
É figurante de grande amor.

Encena tua peça pulsante
Não cabe em sua grandeza
És como rio qu'é abundante
Um mar em sua profundeza.

Toda vida não cabe na folha
Pulsa ao cume de uma colina
Antes que algo a encolha
Se torna de brisa a neblina...

Ébria a vejo na palma da mão
Cabes em tão pouca dimensão?
É tudo e nada, pequeno e grande
Depende de quem a abrande!

E nem pode ela mensurar
Essa poesia não tem fim
Ela não perde a perdurar
É poesia que não cabe'm mim!
Eduardo de Melo
Enviado por Eduardo de Melo em 13/10/2018
Alterado em 20/10/2018
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